O protetor certo é o que você usa todo dia

O melhor protetor solar de rosto para você não é o mais caro nem o mais elogiado. É o que você consegue passar todos os dias sem achar ruim. E, para isso acontecer, três coisas precisam estar certas: FPS 30 ou mais, proteção UVA declarada no rótulo e uma textura que combine com a sua pele.

Se você comprou um protetor caro e a pele ficou oleosa ou apareceram espinhas, o problema provavelmente não foi a marca. Foi a textura.

Por que a textura muda tudo

Todo protetor solar tem duas partes: os filtros, que bloqueiam a radiação solar, e o veículo, que é o creme, gel ou fluido que transporta esses filtros até a sua pele.

O FPS refere-se aos filtros. Ele mede a proteção contra a radiação UVB, que causa queimaduras. Já o veículo é o que determina se o produto vai parecer leve ou pesado no seu rosto — e é ele que costuma provocar aquele brilho excessivo no meio da tarde ou os cravinhos na testa.

Dois protetores com o mesmo FPS 50 podem se comportar de formas completamente opostas na sua pele. Um deles é um creme rico, pensado para pele seca. O outro é um fluido aquoso, pensado para pele oleosa. Se você tem pele oleosa e comprou o primeiro, o produto não é ruim; é simplesmente inadequado para esse tipo de pele.

O que procurar no rótulo

São poucos números, e eles ficam sempre na frente da embalagem.

FPS 30 ou mais. É o mínimo que a Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda para o dia a dia. FPS 50 protege um pouco mais e faz sentido para quem passa tempo ao ar livre e não consegue reaplicar com frequência.

Proteção UVA. Essa é a que muita gente ignora. A radiação UVA está ligada ao envelhecimento da pele e às manchas e atravessa vidro e nuvens. No Brasil, ela aparece no rótulo de dois jeitos: como PPD (um número, quanto maior, melhor) ou como PA seguido de sinais de mais (PA+++ ou PA++++). Se o rótulo não traz nenhum dos dois, você não sabe o que está comprando em UVA.

A palavra que descreve a textura. “Gel”, “fluido”, “sérum”, “toque seco” e “oil free” são pistas de que as fórmulas são leves. “Creme”, “hidratante” e “nutritivo” indicam fórmulas mais encorpadas.

Como acertar pelo seu tipo de pele

Pele oleosa ou com tendência à acne: procure gel, gel-creme, fluido ou sérum, de preferência com “oil free” ou “não comedogênico” no rótulo. Versões com cor costumam controlar melhor o brilho.

Pele seca: creme com fórmula hidratante. Uma textura leve demais pode deixar a pele repuxada e você acaba abandonando o produto.

Pele sensível ou que fica vermelha facilmente: filtros físicos (também chamados de minerais, à base de óxido de zinco ou dióxido de titânio) tendem a irritar menos. Costumam deixar um leve véu esbranquiçado — as versões coloridas resolvem isso.

Pele mista: vale escolher a área que mais te incomoda. Se a testa e o nariz brilham no meio da manhã, vá de fluido.

O jeito de usar importa tanto quanto a escolha

A quantidade é onde quase todo mundo erra. Para o rosto, a referência prática é de duas linhas do produto, no comprimento dos dedos indicador e médio, ou cerca de uma colher de chá rasa, considerando o rosto e o pescoço. Menos do que isso e você não está tendo a proteção que o número do rótulo promete.

Reaplique a cada duas horas se estiver ao ar livre, suando ou dentro d’água. Num dia comum de trabalho fechado, uma reaplicação depois do almoço já ajuda bastante.

Quando o problema não é o protetor

Se a pele coça, arde ou fica vermelha logo após a aplicação, pare de usar e observe. Isso pode ser uma reação a um ingrediente específico, e trocar de marca às cegas costuma reproduzir o problema.

E se você tem acne em tratamento, manchas que estão mudando de aspecto ou qualquer lesão que não cicatriza, a conversa é com dermatologista — nenhum protetor resolve isso sozinho.

Resumo

  • FPS 30, no mínimo, e proteção UVA declarada como PPD ou PA+++.
  • Escolha a textura de acordo com seu tipo de pele: fluido e gel para oleosa, creme para seca.
  • Duas linhas nos dedos são a quantidade certa para o rosto.
  • Protetor caro que você não gosta de passar protege menos do que o barato que você usa todo dia.


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